Pessoa
Mestre Virgílio de Ilhéus
José Virgílio dos Santos
26 de junho de 1934 – 17 de março de 2024
Nasceu em Ilhéus, Bahia, Brasil
Faleceu em Ilhéus, Bahia, Brasil
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- Vida
- Título recebido
- Linhagem (treino, títulos concedidos)
- Locais
- década ou incerto
Momentos datados desta trajetória, do corpus.2 momentos sem data estão na seção Relações
- 193426 de junho de 1934Nascimento · Ilhéus, Bahia, Brasil
- 194428 de julho de 1944Treinou em Ilhéus, Bahia, Brasil · aos 10
- 194428 de julho de 1944Começou a treinar com Caranha · aos 10 · evidência
- anos 1950Título de Contra-Mestre, concedido por João Grande · evidência
- 2002Atuou em Ilhéus, Bahia, Brasil · aos 68
- 202417 de março de 2024Falecimento · aos 90
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José Virgílio dos Santos nasceu em 26 de junho de 1934, em Ilhéus, uma cidade portuária no sul da Bahia conhecida pelo comércio de cacau. Diferente da maioria dos mestres de capoeira proeminentes cujas histórias se centram em Salvador e no Recôncavo, toda a jornada de Virgílio na capoeira se desenrolou em sua região natal—tornando-o uma figura única na história da capoeira.
Em 28 de julho de 1944, aos nove ou dez anos de idade, o jovem Virgílio foi iniciado na capoeira por Mestre Caranha. Não havia academias formais de capoeira em Ilhéus naquela época—a arte era ensinada nas ruas, transmitida da forma como havia sido por gerações: através da observação na roda e prática direta. Além de Caranha, Virgílio aprendeu com uma constelação de mestres locais: Chico da Onça, Claudemiro, Álvaro, Elíscio, João Valença e Barreto. Cada um contribuiu para sua formação como capoeirista.
Nos anos 1950, Mestre João Grande visitou Ilhéus. João Grande havia nascido na vizinha vila de Itagi, e embora tivesse se mudado para Salvador para treinar sob Pastinha, mantinha conexões com sua terra natal no sul da Bahia. Foi João Grande quem reconheceu a habilidade de Virgílio e lhe concedeu o título de contra-mestre—localmente, João Grande era conhecido como "João Bate-Estaca".
Ao longo de sua vida, Virgílio trabalhou em diversos empregos e viajou por várias cidades brasileiras, sempre mantendo contato com a capoeira. Mas Ilhéus permaneceu sua base, e ele se dedicou a preservar e transmitir a Capoeira Angola na região.
Em 2002, Virgílio fundou a Associação de Capoeira Angola Mucumbo (ACAM), estabelecendo uma estrutura formal para o treinamento de capoeira em Ilhéus. A associação apoiava projetos com crianças e adolescentes, usando a capoeira como ferramenta para preservação cultural e desenvolvimento social. Em 28 de dezembro de 2004, também fundou a União de Capoeiristas do Sul da Bahia (UCASUB), servindo como seu primeiro presidente, embora depois tenha se desligado dessa organização.
Além da ACAM, Virgílio ensinou Capoeira Angola no Teatro Popular de Ilhéus e no Terreiro de Matamba Tombenci Neto no bairro Alto da Conquista—um dos mais antigos terreiros de Candomblé da Bahia, com raízes que remontam a 1885. Esta parceria com o terreiro refletia as profundas conexões entre a capoeira e a espiritualidade afro-brasileira.
Compositor prolífico, Virgílio lançou um álbum de canções autorais, "Velho Angoleiro: Ladainhas e Corridos", em 2007 através do projeto Capoeira Viva. O CD apresentava aproximadamente 20 composições documentando seu legado musical.
Por sua dedicação de vida à arte da capoeira e à transmissão da cultura afro-brasileira, a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa em 2021. A honraria foi proposta pela Professora Camila Righetto Cassano e aprovada unanimemente pelo CONSU em 4 de agosto de 2020, com a cerimônia realizada em 23 de agosto de 2021. O Professor Sanqueilo de Lima Santos enfatizou que Virgílio representava "um dos mestres de Capoeira Angola mais antigos em atividade, distintamente único por sua história fora da região Salvador-Recôncavo."
Virgílio formou centenas de alunos ao longo de sua carreira, garantindo que a tradição da Capoeira Angola continuasse no sul da Bahia.
Em 12 de março de 2024, Mestre Virgílio sofreu um AVC e foi hospitalizado no Hospital Regional Costa do Cacau. Faleceu em 17 de março de 2024, aos 89 anos de idade. Em sua morte, era o mais antigo representante da velha guarda da Capoeira Angola em Ilhéus.
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Recebeu títulos de1
Virgílio de Ilhéus recebeu o título de Contra-Mestre de João Grandeanos 1950
João Grande concedeu a Virgílio o título de contra-mestre nos anos 1950. João Grande nasceu em Itagi, perto de Ilhéus, e era conhecido localmente como "João Bate-Estaca".
Aluno/a de1
Virgílio de Ilhéus aluno/a de Caranha28 de julho de 1944 – 17 de março de 2024
Caranha iniciou Virgílio na capoeira em 28 de julho de 1944, quando Virgílio tinha 9 ou 10 anos. Caranha foi seu mestre principal. Naquela época, não havia academias formais de capoeira em Ilhéus—o treinamento era informal, nas ruas.
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Associado a1
Virgílio de Ilhéus teve ligação com Terreiro Matamba Tombenci Neto
Não verificado[2]- [2]Capoeira em Ilhéus (BA), CEDEFES(acessado em 5 de outubro de 2026)
desenvolve um trabalho de Capoeira Angola no Terreiro Matamba Tombeci Neto no bairro da Conquista
- [2]Capoeira em Ilhéus (BA), CEDEFES(acessado em 5 de outubro de 2026)
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Treinou em: Ilhéus, Bahia, Brasil
28 de julho de 1944 –
Atuou em: Ilhéus, Bahia, Brasil
2002 –
Viveu em: Ilhéus, Bahia, Brasil
período não registrado
Ensinou em: Ilhéus, Bahia, Brasil
período não registrado
- 3
- declarações
- 3
- · 100%
- com fonte
- 0
- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 2
- Não verificado: 1
Fontes citadas
- [1]velhosmestres.com: featured 48 ×2citada 2 vezes
- [2]Capoeira em Ilhéus (BA), CEDEFES ×1citada 1 vez