Noca de Jacó, cujo nome completo era Ernesto Ferreira da Silva, foi um capoeirista de Santo Amaro da Purificação que treinou ao lado do lendário Besouro Mangangá no início do século XX. Seu apelido provavelmente faz referência a uma conexão com alguém chamado Jacó - talvez seu pai ou mentor ("Noca de Jacó").
Segundo o Professor Leiteiro, Noca de Jacó estava entre os companheiros de Besouro junto com Paulo Barroquinha, Boca de Siri, Doze Homens e Canário Pardo. Todos eram moradores do Trapiche de Baixo - descrito como "o bairro mais pobre de Santo Amaro" - e "eram seus companheiros nas memoráveis rodas de capoeira que hipnotizavam qualquer um que passasse".
Esses encontros de domingo no Trapiche de Baixo e nas festas populares eram onde o jovem Besouro começou a fazer seu nome, distinguido por "agilidade, rapidez de pensamento, calma e surpresa, além de ter um corpo fechado por fortes feitiçarias e orações".
Noca de Jacó está documentado na literatura acadêmica - seu nome aparece em "Mestres e capoeiras famosos da Bahia", uma obra acadêmica disponível na JSTOR, com um capítulo intitulado "Noca de Jacó: Mulher de amigo meu..." O título do capítulo sugere que ele pode ter estado envolvido em um incidente ou história notável envolvendo a esposa de outro homem.
Além dessas referências, pouco mais está registrado sobre Noca de Jacó. Como muitos de seus contemporâneos no círculo do Trapiche de Baixo, ele existe na história principalmente como um nome na tradição oral, um dos praticantes que moldou a era lendária da capoeira baiana em Santo Amaro ao lado de Besouro Mangangá.