Antônio Elói dos Santos, conhecido como Mestre Cassarangongo, foi um capoeirista das comunidades das plantações de cana-de-açúcar do Recôncavo Baiano, região considerada o berço da capoeira baiana.
Cassarangongo trabalhava no Engenho da Pindoba, um engenho de cana-de-açúcar localizado entre as cidades de Santo Amaro e Candeias. Foi lá que conheceu Elízio Maximiano Ferreira, que mais tarde se tornaria o lendário Mestre Espinho Remoso. Os dois homens trabalhavam juntos nos canaviais, e após o término do trabalho do dia, jogavam capoeira juntos.
Esse padrão de prática da capoeira entre trabalhadores da cana-de-açúcar era comum na era pré-codificação. Os engenhos e fazendas do Recôncavo serviam como espaços informais de treinamento onde a arte era transmitida fora das estruturas formais de academia. Santo Amaro, em particular, produziu muitos capoeiristas lendários incluindo Besouro Mangangá e Cobrinha Verde.
Cassarangongo e Espinho Remoso se reencontraram posteriormente em Salvador, onde se tornaram grandes amigos. Essa conexão coloca Cassarangongo dentro da rede de capoeiristas de Santo Amaro que ajudaram a preservar e transmitir a arte durante um período em que a capoeira ainda era criminalizada no Brasil.
Um capoeirista chamado "Elói" está documentado entre os antigos praticantes que frequentavam o Largo do Tanque em Salvador por volta de 1938, ao lado de figuras lendárias como Mestre Aberrê, Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Besouro, Siri de Mangue, e outros. Se este for o mesmo Antônio Elói dos Santos (Cassarangongo), isso o colocaria entre os capoeiristas mais significativos de sua era.
Seu distintivo apelido "Cassarangongo" parece derivar de raízes linguísticas africanas, possivelmente de línguas bantas como Quimbundo, Quicongo ou Umbundo - línguas que influenciaram fortemente o vocabulário da cultura afro-brasileira na Bahia. O significado ou origem exato do nome permanece sem documentação.