Pessoa
Mestre Celso do Engenho
Celso Carvalho do Nascimento
1939 –
Nasceu em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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- Vida
- Linhagem (treino, títulos concedidos)
- Locais
- sem data de fim
Momentos datados desta trajetória, do corpus.1 momento sem data está na seção Relações
- 1939Nascimento · Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
- 1959Começou a treinar com Artur Emídio · aos 20 · evidência
- 1960Atuou em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil · aos 21
- 1973Atuou em Engenho da Rainha, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil · aos 34
- 2024Atuou em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil · aos 85
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Celso Carvalho do Nascimento, conhecido como Mestre Celso ou Celso do Engenho, nasceu em 24 de outubro de 1939, no Rio de Janeiro. Pertence a uma geração de capoeiristas nascidos nos anos 1930 que formou o núcleo a partir do qual a capoeira contemporânea se desenvolveu no Rio de Janeiro, ao lado dos mestres Artur Emídio, Leopoldina, Mário Buscapé, Djalma Bandeira, Roque e Paulo Gomes.
Celso aprendeu capoeira com Mestre Artur Emídio em sua academia em Bonsucesso, uma das primeiras academias formais de capoeira do Rio de Janeiro. Lá treinou e se formou Mestre junto com outros nomes importantes como Leopoldina e Djalma Bandeira. Uma fotografia histórica da academia de Artur Emídio mostra Celso em pé ao lado de figuras proeminentes incluindo Mintirinha, Aranha, Zé Pedro, Djalma, Silas, Luiz Malhado, Cigano, Artur Emídio, André Lacé e Preguiça.
Em 1973, Celso fundou a Associação de Capoeira Engenho da Rainha (ACER) no subúrbio de Engenho da Rainha, no Rio de Janeiro, um bairro de classe trabalhadora na Zona Norte. A organização continua operando hoje, com Celso servindo como presidente, e expandiu-se internacionalmente com filiais no Reino Unido incluindo Devon e Cornualha.
Durante os anos 1960 e 70, Celso era reconhecido como um dos capoeiristas mais proeminentes do Rio de Janeiro. Mestre Gary (Mestre 22 da Bonfim), recordando essa era perigosa, listou os capoeiristas notáveis da época: "Zé Grande, Deraldo, Luiz do peito queimado, Zé Pedro, Mentirinha, Cilas, Touro, Travasso, Celso do Engenho da Rainha, Corvo, Bogado, Martins, Marlon".
Celso treinou alunos que se tornaram figuras importantes. Em 1969, seus alunos João Marcos e Adilson Vitor ensinavam no clube Furgão no bairro de Pilares, onde Mestre Rui Charuto praticava com eles. O sobrinho de Celso, Luizão, também se tornou uma figura respeitada na comunidade de capoeira. Seu filho Professor Bicudo continua a linhagem, liderando filiais da ACER em Surrey, no Reino Unido. O aluno Sunil Ninjinho emergiu como "um dos melhores alunos do grupo Engenho da Rainha" e foi graduado no Brasil durante a celebração do 70º aniversário de Mestre Celso.
Celso fez contribuições significativas para a história da capoeira através de seus depoimentos orais. Em uma importante entrevista gravada em 23 de abril de 2002, ele forneceu relatos valiosos sobre práticas de capoeira no Rio de Janeiro antes da chegada das academias organizadas. Recordou observar o operário Maneca fazendo movimentos semelhantes à capoeira em 1954, notando que os praticantes na época "não diziam que era capoeira... diziam que ele era um cara malandro".
Mais significativamente, Celso forneceu testemunho sobre seu primo conhecido como "Americano", que havia sido preso na Ilha Grande. Celso relatou: "Eu tinha um primo que também, teve preso na Ilha Grande. Americano, né o apelido dele era Americano. Esse meu primo fazia também algumas coisas de capoeira, rolava no chão, jogava a perna, dava cabeçada, mas ele já dizia que aquilo era tiririca, eles faziam lá na Ilha Grande no presídio". Este testemunho documenta a prática de movimentos semelhantes à capoeira chamados "tiririca" dentro do sistema prisional do Rio, demonstrando como as técnicas de capoeira persistiram sob diferentes nomes durante a era da proibição.
Celso foi enfático que só viu uma roda de capoeira real depois que Artur Emídio chegou ao Rio de Janeiro: "A primeira vez que eu vi uma roda de capoeira foi na academia de Arthur Emídio na Praça Mauá, em 1959". Quando perguntado para definir capoeira, Mestre Celso ofereceu a resposta filosófica: "Capoeira é capoeira" - sugerindo que a arte transcende definição simples.
Em 2011, Celso foi um dos 100 vencedores da primeira edição do Prêmio Viva Meu Mestre, criado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Este prêmio reconhece mestres de capoeira com 55 anos ou mais cuja trajetória de vida contribuiu fundamentalmente para a transmissão e continuidade da capoeira no Brasil.
Em 2024, Mestre Celso permanece ativo e é descrito como "o mais antigo Mestre ativo e vivo ensinando e jogando Capoeira no Rio". Tendo treinado capoeira por mais de 65 anos, ele continua sendo um elo vital com a era fundacional da capoeira contemporânea do Rio de Janeiro.
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Aluno/a de1
Celso do Engenho aluno/a de Artur Emídio1959 – c. maio de 2011
Celso treinou na academia de Artur Emídio em Bonsucesso junto com Leopoldina e Djalma Bandeira. Ele afirmou: "A primeira vez que eu vi uma roda de capoeira foi na academia de Arthur Emídio na Praça Mauá, em 1959". Uma foto histórica da academia mostra Celso em pé com outros alunos e mestres.
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Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
1960 –
Atuou em: Engenho da Rainha, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
1973 –
Atuou em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
2024 –
Treinou em: Bonsucesso, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
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- declarações
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- · 100%
- com fonte
- 0
- sem fonte
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- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 1
Fontes citadas
- [1]capoeirahistory.com: masters in rio de janeiro ×1citada 1 vez
- [2]pt.wikipedia.org: mestre celso ×1citada 1 vez