Pessoa
Júlia Fogareira
anos 1880 – ?
Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil
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- Vida
- Linhagem (treino, títulos concedidos)
- Locais
- década ou incerto
- sem data de fim
Momentos datados desta trajetória, do corpus.2 momentos sem data estão na seção Relações
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Júlia Fogareira foi uma das raras capoeiristas documentadas do início do século XX na Bahia. Entre 1902 e 1911, Salvador testemunhou o que Mestre Pastinha descreveu como "um espetáculo ímpar" de verdadeiras mestras de capoeira Angola, "tão ágeis e hábeis quanto os homens". Pastinha listou Júlia entre as famosas praticantes desta era, ao lado de Maria Homem, Palmeirona e Maria Pernambucana.
Essas mulheres aprenderam capoeira não de uma única fonte, mas de vários mestres disponíveis durante aquele período, incluindo o próprio Pastinha ainda jovem. A época foi supostamente "dura para os Don Juans e para a polícia", sugerindo que essas mulheres eram lutadoras formidáveis que comandavam respeito nas ruas de Salvador.
Quando perguntado sobre como as mulheres daquela época praticavam com suas roupas restritivas, Pastinha explicou sua solução prática: "Naquela época os vestidos arrastavam no chão. As mulheres rasgavam suas saias nos lados. Uniam a parte de trás com a frente, prendendo-as com uma prezilha na cintura, formando uma espécie de calção". Essa adaptação era, como Pastinha observou, "suficiente para jogar capoeira com qualquer homem".
Em 1976, quando o jornal O Globo entrevistou Pastinha sobre a geração de "angoleiros de briga" que vieram antes dele, ele listou Júlia Fogareira entre praticantes lendários incluindo Bigode de Seda, Bugalho, Américo Ciência, Besouro, Tibiriçá, Amorzinho, Três Pedaços, Doze Homens, Inimigos Sem Tripa, Zé do U, Sete Mortes, Chico Me Dá e Maria Homem. Que Júlia e Maria Homem foram as únicas duas mulheres incluídas nesta lista de lutadores renomados fala de sua habilidade excepcional e reputação.
O apelido "Fogareira" deriva de "fogo", sugerindo seja um temperamento ardente ou um estilo de jogo intenso e apaixonado na roda. Algumas fontes também a listam como "Júlia Fogareiro", uma variação de grafia. Sua inclusão entre os lendários capoeiristas pré-modernos a coloca na mesma categoria que figuras que se tornaram folclore—lutadores de rua cujos nomes perduraram através da tradição oral mesmo quando registros escritos permaneceram escassos.
Como a maioria das mulheres capoeiristas de sua era, pouca informação biográfica concreta sobrevive além dos testemunhos de Pastinha. Pesquisas acadêmicas observam que "ainda é impossível ter certeza de sua existência e há confusões em relação aos nomes, devido à falta de documentação escrita". O que é certo é que Pastinha consistentemente lembrava dessas mulheres entre os maiores capoeiristas que já conheceu, e que sua presença desafia a suposição comum de que a capoeira antiga era uma prática exclusivamente masculina.
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Treinou sob1
Júlia Fogareira treinou sob a orientação de Pastinhaanos 1900 – anos 1910
Pastinha testemunhou em 1969 (A Tarde) que entre 1902-1911, mulheres incluindo Júlia Fogareira "aprenderam a arte não só com Mestre Pastinha mas também com outros mestres da época". Pastinha nasceu em 1889, então tinha 13-22 anos durante esse período - já ensinando enquanto jovem.
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Associado a2
Júlia Fogareira teve ligação com Maria Homemanos 1900 – anos 1910
Ambas as mulheres listadas juntas por Pastinha em entrevista ao O Globo de 1976 entre a geração de "angoleiros de briga" - as únicas duas mulheres entre lutadores lendários como Besouro, Américo Ciência, etc.
Júlia Fogareira teve ligação com Maria Homemanos 1900 – anos 1910
Ambas foram as únicas duas mulheres listadas por Mestre Pastinha em sua entrevista ao O Globo de 1976 e em seu livro de 1988 entre lutadores lendários. Praticaram capoeira durante a mesma era 1902-1911 em Salvador.
Verificado[1][2][3]- [2]velhosmestres.com: pastinha 1976
- [1]Pastinha 1969 (A Tarde, 24 Feb 1969)
- [3]O Globo 1976 (referência incompleta)
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Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
1902 – ?
Atuou em: Bahia, Brasil
período não registrado
Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
período não registrado
- 3
- declarações
- 3
- · 100%
- com fonte
- 0
- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 1
- Provável: 2
Fontes citadas
- [1]Pastinha 1969 (A Tarde, 24 Feb 1969) ×2citada 2 vezes
- [2]velhosmestres.com: pastinha 1976 ×2citada 2 vezes
- [3]O Globo 1976 ×1citada 1 vez