Pessoa
Quinzinho
Joaquim Felix de Souza
anos 1920 – c. 1954
Nasceu em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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Aprendeu com · 1
Quinzinho
→Alunos e alunas · 1
Mestre Leopoldina
1933 – 20071933 – 17 de outubro de 2007
Joaquim Felix de Souza, conhecido como Quinzinho, era um temido malandro das favelas ao redor da estação Central do Brasil no Rio de Janeiro. Já tinha ficha criminal por morte e havia cumprido pena na Colônia Penal antes mesmo de conhecer seu aluno mais famoso. Herdeiro das violentas maltas de capoeira que haviam aterrorizado o Rio no século XIX, ele representava a última geração de praticantes que ainda lutava no estilo antigo - tiririca, capoeira sem berimbau, sem música, sem as tradições codificadas que mestres baianos como Bimba e Pastinha estavam desenvolvendo em Salvador.
Por volta de 1950 ou 1951, o jovem Demerval Lopes de Lacerda - mais tarde conhecido como Mestre Leopoldina - encontrou Quinzinho. Leopoldina tinha dezoito anos, recém-saído do SAM (Serviço de Assistência a Menores), ganhando a vida vendendo jornais ao redor da Estação Central. Um dia viu um homem "saltando de um lado para o outro, ora em pé, ora nas mãos". A partir do dia seguinte, veio todos os dias às sete da manhã para treinar na frente da casa de Quinzinho.
O treinamento era brutal. Quinzinho mostrava um movimento e mandava o aluno imitar. Não usava nomes para os movimentos - essas codificações formais não haviam chegado aos lutadores de rua do Rio. Quando lutavam, era com contato total. Como Leopoldina lembrou mais tarde, os alunos no Rio dos anos 1950 "aprendiam capoeira levando porrada para 'se esperar'". No entanto, apesar dos métodos duros, ou talvez por causa deles, Quinzinho tinha "uma ética de trabalho impecável" como professor.
Em três ou quatro meses, Leopoldina já se segurava, e tornou-se a única pessoa que realmente conseguia jogar com Quinzinho. Passou a compartilhar da fama de seu mestre entre os malandros do Rio.
Alguns anos depois, Quinzinho foi preso novamente. Desta vez, foi assassinado dentro da prisão - a Colônia Penal onde já havia cumprido pena antes. A morte provavelmente estava ligada ao seu passado criminoso, parte das intermináveis vendettas que conectavam o submundo carioca. Após sua morte, Leopoldina sumiu das ruas, temendo represálias dos inimigos de Quinzinho.
Quando Leopoldina reapareceu, soube que Valdemar Santana, um lutador famoso, havia trazido um capoeirista baiano chamado Artur Emídio para o Rio. Por volta de 1954, Leopoldina tornou-se aluno de Artur Emídio, aprendendo a capoeira baiana tocada ao berimbau - um mundo completamente diferente do que Quinzinho lhe havia ensinado.
Quinzinho fazia parte de uma geração que conseguiu transmitir algo para a capoeira moderna apesar da repressão e marginalização. Ele aparece ao lado de figuras como Madame Satã nos relatos dessa linhagem "pré-moderna" do Rio. O escritor e médico Drauzio Varella o menciona em seu livro "Estação Carandiru" (1999, p. 270), entre os bandidos lendários do velho Rio.
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Teve como alunos/as1
Quinzinho teve como aluno/a Leopoldina1951 – c. 1954
Quinzinho foi o primeiro mestre de Leopoldina, ensinando-lhe tiririca - a capoeira de rua do Rio sem berimbau, descendente das maltas do século XIX. O treinamento começou por volta de 1950-1951 quando Leopoldina tinha 18 anos e terminou quando Quinzinho foi assassinado na prisão por volta de 1954. Leopoldina treinava na frente da casa de Quinzinho todos os dias às 7h e tornou-se a única pessoa que realmente conseguia jogar com seu mestre.
Treinou sob1
Quinzinho treinou sob a orientação de Campanhão
Conforme linhagem Os Malandros: Campanhão → Quinzinho. Quinzinho (n. ~1925) teria treinado com Campanhão (n. por volta de 1900, provavelmente antes) nos anos 1940. Fonte única; nenhuma corroboração encontrada em outras fontes históricas de capoeira.
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Associado a2
Quinzinho teve ligação com Madame Satã
Quinzinho (n. ~1927) era mais novo que Madame Satã (n. 1900) por cerca de 27 anos, mas ambos estavam ativos no mundo malandro do Rio no final dos anos 1940 e início dos 1950. Representam a ponte entre a velha capoeira carioca e as tradições modernas.
Quinzinho teve ligação com Sete Coroas
Ambos faziam parte da geração pré-moderna de malandros do Rio. Sete Coroas morreu em 1923, quando Quinzinho seria uma criança (~4 anos), então não eram pares diretos, mas são agrupados como representantes da antiga tradição de capoeira carioca.
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Viveu em: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
- 4
- declarações
- 2
- · 50%
- com fonte
- 2
- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 1
- Provável: 2
- Incerto: 1
Fontes citadas
- [1]capoeirahistory.com: master leopoldina part 1 ×1citada 1 vez
- [2]Os Malandros de Mestre Touro lineage ×1citada 1 vez