Rosa Palmeirão teve ligação com Idalinaanos 1910 – anos 1930
Ambas documentadas entre as lendárias capoeiristas do início do século XX na Bahia
Pessoa
Cândida Rosa de Jesus
anos 1880 – ?
Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil
Cândida Rosa de Jesus, conhecida como Rosa Palmeirão, foi uma das lendárias valentonas de Salvador, Bahia, no início do século XX. Em uma época em que a capoeira era criminalizada e praticantes femininas eram excepcionalmente raras, Rosa construiu uma reputação temível através de suas habilidades na roda e sua disposição para enfrentar qualquer um que a desafiasse.
Rosa Palmeirão era famosa por participar das rodas de capoeira e mantinha relações amorosas com muitos capoeiristas de sua época. Fontes contemporâneas a descrevem como "a mulata valente" - cuja fama se espalhava por toda parte. Ela era conhecida por seus golpes na roda, sua voz encantadora e suas frequentes aparições nos registros policiais por "desacatos e brigas".
As fontes a descrevem como uma valentona que "quando bebia quebrava os bares da capital baiana em meados de 1910". Como outros capoeiristas da época, ela carregava uma navalha escondida na saia e um punhal no peito.
O episódio mais famoso de sua vida envolveu Pedro Mineiro, um dos capoeiristas mais notórios de Salvador. Pedro Mineiro (nascido em 1887 em Ouro Preto, falecido em 18 de janeiro de 1915 em Salvador) era um trabalhador marítimo e informante da polícia cujo corpo era coberto de cicatrizes de navalhas e facas. Ainda assim, Rosa Palmeirão "bateu impiedosamente em Pedro Mineiro, acabando com sua fama de valente". Esta vitória sobre um oponente tão temido cimentou seu status lendário.
Rosa Palmeirão inspirou a criação de uma personagem literária com seu nome no romance "Mar Morto" (1936) de Jorge Amado. No romance, a personagem é descrita com o famoso verso: "navalha na saia, punhal no peito, deu em seis soldados, comeu vinte prisões, bateu em muito homem". Ela andava pelo Recôncavo, sul do Estado e Rio de Janeiro. O romance explica que uma flor - uma "rosa palmeirão" (um tipo de rosa brasileira) - que ela sempre usava no vestido lhe deu o apelido.
A personagem em "Mar Morto" tornou-se objeto de análise acadêmica, com pesquisadores traçando comparações entre Rosa Palmeirão e figuras femininas arquetípicas como a deusa Lilith e a entidade espiritual afro-brasileira Pombagira. Na narrativa de Amado, Rosa Palmeirão é "filha de Iemanjá há vinte anos".
A Rosa Palmeirão histórica representa o papel significativo, mas frequentemente negligenciado, das mulheres na capoeira primitiva. A pesquisadora Paula Juliana Foltran, autora da tese de doutorado "Mulheres Incorrigíveis: capoeiragem, desordem e valentia nas ladeiras da Bahia (1900-1920)", inclui uma seção sobre "Rosa Palmeirão e os Capoeiras" examinando gênero, raça e classe na história da capoeira. Sua pesquisa, baseada em registros do Arquivo Público do Estado da Bahia, ajudou a dar visibilidade ao protagonismo das mulheres negras na cena da capoeira de Salvador.
Rosa Palmeirão está ao lado de outras lendárias valentonas da Bahia - Salomé, Maria Doze Homens, Chicão, Angélica Endiabrada, Massú, Catu, Almerinda e Menininha. O manuseio de navalhas, facas e punhos dessas mulheres, combinado com sua presença nos registros policiais, levou pesquisadores a acreditar que eram de fato capoeiristas, desafiando o mito de longa data de que a capoeira era exclusivamente um domínio masculino.
Rosa Palmeirão teve ligação com Idalinaanos 1910 – anos 1930
Ambas documentadas entre as lendárias capoeiristas do início do século XX na Bahia
Rosa Palmeirão teve ligação com Zeferinaanos 1910 – anos 1930
Ambas documentadas entre as capoeiristas do início do século XX na Bahia
Rosa Palmeirão teve ligação com Massú
Pareadas juntas em capítulo do livro de Pedro Abib, sugerindo conexão documentada ou significância paralela
Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
período não registrado
Visitou: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
período não registrado
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