Creoni foi um capoeirista ativo em Salvador, Bahia, durante a década de 1930. Ele era participante assíduo das rodas de domingo no Matatu Preto, no bairro do Matatu, junto com outros praticantes notáveis da época.
De acordo com o depoimento de Mestre Canjiquinha, Creoni estava entre os capoeiristas que se reuniam no Matatu Preto por volta de 1935: "Tinha uma baixada chamada Matatu Preto, um morro no bairro do Matatu e lá embaixo tinha um largo, um terreiro. Lá, aos domingos, vinham todos esses capoeiristas - Onça Preta, Geraldo Chapeleiro, Totonho Maré, Creoni, Chico Três Pedaços, Pedro Paulo Barroquinha, finado Barboza, e esse cidadão chamado Antônio Raimundo, apelidado por todos de Aberrê".
Este círculo de treino foi significativo na história da capoeira Angola em Salvador. Foi através desses encontros de domingo que Mestre Aberrê ensinou o jovem Canjiquinha, que tinha então apenas 10 anos. As rodas do Matatu Preto serviam como um campo de treino informal onde capoeiristas experientes passavam seu conhecimento para a próxima geração.
A presença de Creoni entre esse grupo de capoeiristas notáveis sugere que ele era um praticante respeitado da época, embora informações biográficas detalhadas sobre ele tenham se perdido no tempo. Seu nome é preservado através dos depoimentos orais coletados dos velhos mestres da Bahia.