Pessoa

Chico Três Pedaços

João Francisco Pires

anos 1890 – ?

Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil

2

  • Vida
  • Locais
  • década ou incerto
  • sem data de fim

Momentos datados desta trajetória, do corpus.

João Francisco Pires, conhecido como Chico Três Pedaços, foi um dos capoeiristas mais notórios do início do século XX em Salvador, Bahia. Seu apelido por si só revela algo de seu caráter - Mestre Pastinha observou que "só pelos apelidos dá para saber como eram, como lutavam".

Sua reputação como valentão é documentada através de múltiplos processos judiciais preservados no Arquivo Público do Estado da Bahia. Em 1923, ele foi denunciado por ferir o policial Ludgero Alves de Sant'Anna com uma navalha. Na noite de 23 de julho de 1927, no centro histórico de Salvador (atual Centro Histórico do Pelourinho), ele foi acusado de ferir José Raymundo dos Santos com uma cabeçada em um café chamado "Café Para Todos". Três testemunhas depuseram contra ele, mas um exame forense contradisse as acusações, e ele foi absolvido.

No total, há quatro processos legais contra Três Pedaços nos arquivos estaduais - um por furto e três por lesões corporais. Ele estava entre os capoeiristas defendidos pelo Major Cosme de Farias, o lendário "rábula" (advogado autodidata) que defendeu mais de 30.000 pessoas incluindo ladrões, prostitutas, jogadores e pobres. Farias empregava apelos emocionais ao invés de argumentos legais estritos, retratando seus clientes como "pessoas indefesas confiando na retidão da justiça".

12

1

  1. Membro de1

    Chico Três Pedaços integrou Roda do Matatu Pretoanos 1930 – ?

    Parte do grupo de treino de domingo no Matatu Preto em Salvador durante os anos 1930, ao lado de Aberrê, Onça Preta, Geraldo Chapeleiro, Totonho de Maré, Creoni, Paulo Barroquinha e Barboza.

    Verificado
    [1][2]

11

  1. Associado a11

    Chico Três Pedaços teve ligação com Bastiãoanos 1920 – anos 1930

    Ambos eram valentões em Salvador que foram defendidos pelo lendário rábula Cosme de Farias durante processos judiciais nos anos 1920-1930

    Provável
    [3][4]
  2. Chico Três Pedaços teve ligação com Escalvinoanos 1920 – anos 1930

    Ambos eram valentões em Salvador que foram defendidos pelo lendário rábula Cosme de Farias durante processos judiciais nos anos 1920-1930

    Provável
    [3][4]
  3. Chico Três Pedaços teve ligação com Nozinho da Cocheiraanos 1920 – anos 1930

    Ambos eram valentões em Salvador que foram defendidos pelo lendário rábula Cosme de Farias durante processos judiciais nos anos 1920-1930

    Provável
    [3][4]
  4. Chico Três Pedaços teve ligação com Samuel da Calçadaanos 1920 – anos 1930

    Ambos eram valentões em Salvador que foram defendidos pelo lendário rábula Cosme de Farias durante processos judiciais nos anos 1920-1930

    Provável
    [3][4]
  5. Chico Três Pedaços teve ligação com Pedro Porretaanos 1920 – anos 1930

    Ambos eram valentões conhecidos em Salvador que foram defendidos pelo lendário rábula Cosme de Farias durante processos judiciais nos anos 1920-1930

    Provável
    [3][4]
  6. Chico Três Pedaços teve ligação com Creoni1935 –

    Capoeiristas que treinavam juntos no círculo de treino do Matatu Preto

    Provável
    [1]
  7. Chico Três Pedaços teve ligação com Aberrê1935 –

    Capoeiristas que treinavam juntos no círculo de treino do Matatu Preto

    Provável
    [1]
  8. Chico Três Pedaços teve ligação com Geraldo Chapeleiro1935 –

    Capoeiristas que treinavam juntos no círculo de treino do Matatu Preto

    Provável
    [1]

1

  • Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil

    1920 –

12
declarações
12
· 100%
com fonte
0
sem fonte
0
contestadas

Relações por confiança

  • Verificado: 2
  • Provável: 10

Fontes citadas

  1. [1]Testimony of Washington Bruno da Silva (Mestre Canjiquinha), 1989, Mestre Canjiquinha citada 7 vezes
  2. [2]Velhos Mestres - Destaques, velhosmestres.com citada 2 vezes
  3. [3]Revista Capoeirando citada 5 vezes
  4. [4]Sankofa USP article on Cosme de Farias citada 5 vezes