Chicão teve ligação com Zeferinaanos 1910 – 1929
Ambas documentadas entre as capoeiristas do início do século XX na Bahia; Chicão matou Pedro Porreta em 1929
Pessoa
Francisca Albino dos Santos
anos 1900 – ?
Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil
Francisca Albino dos Santos, conhecida como Chicão, foi uma formidável valentona que operava nas ruas e bordéis de Salvador, Bahia, no início do século XX. Em um mundo onde a capoeira era criminalizada e praticantes femininas eram excepcionalmente raras, Chicão construiu uma reputação temível que tornou seu nome sinônimo de desafio feminino.
Chicão trabalhava como prostituta e era bem conhecida pelas forças policiais de Salvador. O livro "Mestres e capoeiras famosos da Bahia" dedica um capítulo a ela intitulado "Chicão: Tá pensando o quê?", situando-a entre as figuras lendárias da capoeiragem baiana.
O episódio mais documentado de sua vida ocorreu em 28 de setembro de 1929. Pedro Porreta, um dos capoeiristas mais notórios de Salvador e o homem conhecido como um dos "Os donos do quarteirão" no bairro da Baixa dos Sapateiros, invadiu o quarto de Chicão. Ele procurava roupas íntimas pertencentes a uma de suas companheiras que residia com Chicão. Sentindo-se ultrajada, Chicão desferiu uma série de golpes certeiros que deixaram Porreta muito machucado. Os jornais da época noticiaram o "valente Porreta" - este temido vendedor de peixe e cafetão que havia matado homens e dominado bairros inteiros - chegando à delegacia coberto de ferimentos.
Chicão foi detida pela agressão, mas sua história não terminou ali. Algum tempo depois desse confronto, Pedro Porreta foi assassinado, e Chicão surgiu como a principal suspeita. Se ela foi condenada permanece obscuro no registro histórico, mas o episódio cimentou sua reputação como uma mulher que não só podia enfrentar os homens mais perigosos de Salvador, mas eliminá-los completamente.
A acadêmica Paula Juliana Foltran em sua tese de doutorado "Mulheres Incorrigíveis: capoeiragem, desordem e valentia nas ladeiras da Bahia (1900-1920)" inclui um capítulo intitulado "Chicão, a última dos tempos dos valentes", examinando como a história de Chicão foi tratada na historiografia da capoeira e desafiando a "masculinização da valentia e da desordem" que frequentemente apagou as mulheres do passado violento da capoeira.
Chicão está ao lado de outras lendárias valentonas da Bahia - Salomé, Maria Doze Homens, Angélica Endiabrada, Rosa Palmeirão, Massú e Catu - mulheres cujo manuseio de navalhas, facas e seus próprios punhos levou pesquisadores a acreditar que eram de fato capoeiristas, mesmo quando a prova formal é elusiva. Os cenários eram as ruas, os bordéis, as zonas de prostituição. Os motivos eram ciúmes, bebidas, rivalidades pessoais. Estas eram as características definidoras dos antigos capoeiristas da Bahia, e Chicão as exemplificou tão poderosamente quanto qualquer homem.
Chicão teve ligação com Zeferinaanos 1910 – 1929
Ambas documentadas entre as capoeiristas do início do século XX na Bahia; Chicão matou Pedro Porreta em 1929
Chicão teve ligação com Idalinaanos 1910 – 1929
Ambas documentadas entre as lendárias capoeiristas do início do século XX na Bahia; Chicão matou Pedro Porreta em 1929
Chicão teve ligação com Pedro Porreta28 de setembro de 1929 – c. 1930
Em 28 de setembro de 1929, Pedro Porreta invadiu o quarto de Chicão procurando roupas. Chicão o espancou severamente, resultando na detenção dela e ele chegando muito machucado à delegacia. Algum tempo depois, Porreta foi assassinado e Chicão foi a principal suspeita.
Chicão teve ligação com Angélica Endiabradaanos 1920 –
Tanto Chicão quanto Angélica Endiabrada eram valentonas ativas em Salvador, listadas juntas em relatos históricos de famosas mulheres capoeiristas/lutadoras da época. Angélica era ativa 1910-1920s, Chicão 1920s-1930s.
Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
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