Pessoa
Mestre Bigodinho
Reinaldo Santana
13 de setembro de 1933 – 5 de abril de 2011
Nasceu em Conceição da Feira, Bahia, Brasil
Faleceu em Santo Amaro, Bahia, Brasil
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- Vida
- Linhagem (treino, títulos concedidos)
- Locais
Momentos datados desta trajetória, do corpus.1 momento sem data está na seção Relações
- 193313 de setembro de 1933Nascimento · Conceição da Feira, Bahia, Brasil
- 1950Viveu em Cabula, Salvador, Bahia, Brasil · aos 17
- 1950Treinou em Salvador, Bahia, Brasil · aos 17
- 1950Começou a treinar com Waldemar, Auvelino · aos 17
- 1960Ensinou em Lapinha, Salvador, Bahia, Brasil · aos 27
- 20115 de abril de 2011Falecimento · aos 78
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Aprendeu com · 2
Mestre Waldemar
1916 – 199022 de fevereiro de 1916 – 16 de março de 1990
MestreBigodinho
→Alunos e alunas · 2
Reinaldo Santana, conhecido como Mestre Bigodinho, nasceu em 13 de setembro de 1933 em Conceição de Feira, Bahia. Cresceu em Acupe, distrito de Santo Amaro no Recôncavo Baiano, imerso nas ricas tradições culturais da região—um ambiente onde capoeira, samba-de-roda e candomblé se entrelaçavam na vida cotidiana.
Em 1950, aos dezessete anos, Bigodinho se mudou para o Cabula em Salvador. Lá conheceu o lendário mestre de berimbau Auvelino, que lhe ensinou os segredos do instrumento que o tornaria famoso. No mesmo ano, começou a aprender capoeira com Mestre Waldemar Rodrigues da Paixão no famoso Barracão na Estrada da Liberdade.
Por mais de 25 anos, Bigodinho frequentou o Barracão de Mestre Waldemar—uma época em que, segundo ele, "meninos e mulheres não jogavam". No Barracão conviveu com famosos capoeiristas como Traíra, Zacarias Boa Morte e muitos outros. Tornou-se um dos praticantes mais respeitados ali, absorvendo o estilo tradicional de Angola que Waldemar ensinava informalmente sob seu telhado de palha.
Por volta de 1960, Bigodinho já era professor de Capoeira Angola e estabeleceu o Grupo Resistência no bairro da Lapinha em Salvador. Foi um período crucial marcado pela intensa repressão policial às rodas de capoeira. Apesar do ambiente hostil, ele perseverou no ensino e na preservação da tradição.
Em 1968, Bigodinho foi reconhecido como mestre. Também participou do Grupo Folclórico "Viva Bahia", coordenado pela etnomusicóloga Emília Biancardi, que desempenhou papel importante na disseminação da capoeira pelo Brasil e pelo mundo, numa época em que a arte ainda enfrentava estigma social.
A repressão e discriminação da época eventualmente cobraram seu preço. No início dos anos 1970, Bigodinho se afastou da capoeira, permanecendo ausente da comunidade por quase três décadas. Então, em 1997, incentivado por seu amigo Mestre Lua Rasta, voltou à participação ativa no mundo da capoeira.
Seu retorno levou a um renovado reconhecimento. Em 2000, gravou o CD "Capoeira Angola" com Mestre Boca Rica (outro aluno de Pastinha), mostrando seu talento como cantor e compositor tanto de músicas de capoeira quanto de samba-de-roda. Em 2002, apareceu em um documentário de Paulo "Gabiru" Siqueira ao lado de Mestre Boca Rica.
Em 2007, Mestre Lua Rasta organizou o "Tributo a Mestre Bigodinho" em Acupe. O evento transformou as ruas de seu lar de infância em uma celebração festiva, com capoeiristas de todas as linhagens homenageando-o. O tributo foi gravado em um documentário dirigido por Gabriela Barreto, capturando a alegria de Bigodinho ao desfilar pelas ruas sendo aclamado por todos os presentes.
O pesquisador Frede Abreu observou que Mestre Bigodinho teve grande importância no processo de revitalização da Capoeira Angola nos anos 1970 e 1980, devido à profundidade do conhecimento tradicional que possuía de suas décadas no Barracão de Waldemar.
Em 5 de abril de 2011, Mestre Bigodinho morreu na Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro—o mesmo hospital onde o lendário Besouro Mangangá havia morrido em 1924. Tinha 77 anos. É lembrado como um dos maiores representantes da cultura popular da Bahia, um guardião das antigas tradições que fez a ponte entre a era de repressão e o renascimento moderno da capoeira.
Como ele uma vez disse sobre capoeira: "É como uma farmácia: você tem dor na perna, no músculo... então você faz uns pulos de capoeira com os caras, quando voltar vai estar bem". E sobre sua natureza: "Capoeira é defesa pessoal e cada pessoa se defende como pode no momento de necessidade. Capoeira não é sobre valentia".
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Aluno/a de1
Bigodinho aluno/a de Waldemar1950 – 1970
Bigodinho começou a treinar com Mestre Waldemar no Barracão na Liberdade em 1950 quando se mudou para Salvador. Frequentou o Barracão por mais de 25 anos, tornando-se um dos capoeiristas mais respeitados ali. Deixou a capoeira em 1970 devido à repressão.
Treinou sob1
Bigodinho treinou sob a orientação de Auvelino1950 – 5 de abril de 2011
Auvelino, descrito como um "lendário mestre de berimbau", ensinou berimbau a Bigodinho quando ele chegou em Salvador em 1950. Esta instrução foi fundamental para a fama posterior de Bigodinho como tocador de berimbau e cantor.
Orientou o treino de2
Bigodinho orientou o treino de Marromanos 1990 – 5 de abril de 2011
Parte da pesquisa e colaboração de Marrom com mestres da velha guarda nos anos 1990; gravaram CDs juntos. Bigodinho era um dos mestres mais velhos que Marrom procurou para preservar conhecimentos tradicionais.
Bigodinho orientou o treino de Pintor
Na adolescência, Pintor viajou para a Bahia e treinou com Gigante (Bigodinho) entre outros mestres. Bigodinho era aluno de Waldemar.
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Associado a6
Bigodinho teve ligação com Zeca do Uruguaijaneiro de 1955 –
Ambos tocaram berimbau na roda de carnaval de 1955 na Ribeira; documentado em fotografias de Marcel Gautherot sob guarda do Instituto Moreira Salles; Bigodinho também conhecido como Gigante
Bigodinho teve ligação com Boca Ricaanos 1980 –
Colaboradores musicais próximos. Gravaram CD colaborativo "Capoeira Angola" juntos em 2000 (37 cantigas). Ambos compartilhavam paixão pelo samba-de-roda. Fotografados juntos com outros mestres nos anos 1960. Participaram juntos do evento Velha Guarda de 1988.
Bigodinho teve ligação com Boca Rica2000 – c. 2002
Gravaram juntos o CD "Capoeira Angola" por volta de 2000-2002. Ambos eram mestres da velha guarda da geração Pastinha/Waldemar, representando a continuidade da tradição Angola.
Bigodinho teve ligação com Ivan de Santo Amaro22 de agosto de 2008 –
Co-organizou o "Tributo a Mestre Bigodinho" (22-24 de agosto de 2008), uma celebração de três dias homenageando Mestre Bigodinho em Salvador e Santo Amaro, culminando em Acupe (lar de infância de Bigodinho).
Bigodinho teve ligação com Lua Rasta
Amigo próximo que incentivou o retorno de Bigodinho à capoeira em 1997 após quase três décadas de ausência. Co-organizou a celebração "Tributo a Mestre Bigodinho" em Acupe (agosto de 2008) com Mestre Ivan de Santo Amaro.
Bigodinho teve ligação com Môa do Katendê
Ambos eram angoleiros ativos em Salvador. Fotografados juntos em rodas documentadas em velhosmestres.com.
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Viveu em: Cabula, Salvador, Bahia, Brasil
1950 –
Treinou em: Salvador, Bahia, Brasil
1950 –
Ensinou em: Lapinha, Salvador, Bahia, Brasil
1960 –
Viveu em: Acupe, Santo Amaro, Bahia, Brasil
período não registrado
- 10
- declarações
- 7
- · 70%
- com fonte
- 3
- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 9
- Provável: 1
Fontes citadas
- [1]velhosmestres.com: featured 11 ×1citada 1 vez
- [2]lalaue.com: mestre bigodinho ×1citada 1 vez
- [3]capoeirahistory.com: master marrom ×1citada 1 vez
- [4]taylorsbantus.wordpress.com: mestre pintor ×1citada 1 vez
- [5]Waldemar 1955, Velhos Mestres ×1citada 1 vez
- [6]portalcapoeira.com: bahia tributo a mestre bigodinho ×1citada 1 vez
- [7]Featured: Mestre Moa do Katendê, Velhos Mestres ×1citada 1 vez