Pessoa
Nagé
José Anastácio de Santana
1923 – 1958
Nasceu em Maragogipe, Bahia, Brasil
Faleceu em Bahia, Brasil
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- Vida
- Linhagem (treino, títulos concedidos)
- Locais
- década ou incerto
Momentos datados desta trajetória, do corpus.1 momento sem data está na seção Relações
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José Anastácio de Santana, conhecido como Nagé, nasceu por volta de 1923 em Coqueiros de Paraguaçu e viveu em Nagé—ambas localidades no distrito de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. A vila onde morava deu-lhe seu apelido, seguindo uma tradição onde capoeiristas eram frequentemente nomeados pelo local de origem.
Nagé era um dos valentes negros da Bahia, famoso por todas as terras do Recôncavo e em todas as praças e ruas de Salvador. Por muitos anos foi temido e respeitado pelos melhores capoeiristas. Nenhum campeão ou líder teve tantos admiradores. O escritor Jorge Amado imortalizou-o no romance de 1964 "Os Pastores da Noite", chamando-o de "um assombro de valentia". O crítico de arte Wilson da Rocha descreveu-o como "um herói popular".
Nos anos 1940, Nagé fazia parte da cena no lendário Barracão de Mestre Waldemar em Corta Braço (depois Liberdade), Salvador. Segundo a entrevista de Waldemar de 1989: "Outros foram José Cabelo Bom, um preto por nome Nagé—que juntaram cinco homens pra matar ele". Esta menção casual da conspiração que eventualmente tiraria a vida de Nagé fala de quão entrelaçadas violência e sobrevivência estavam no mundo da capoeira daquela era.
Nagé foi documentado por múltiplos fotógrafos e cineastas. Ele possivelmente aparece nas fotografias de Pierre Verger de 1948 em Corta Braço. Em 24 de julho de 1954, foi retratado em fotografias publicadas na revista Manchete pelo fotógrafo Salomão Scliar. No mesmo ano, Marcel Gautherot provavelmente também o fotografou.
Em novembro de 1954, Nagé apareceu no documentário pioneiro "Vadiação" dirigido por Alexandre Robatto Filho—um marco do cinema brasileiro no registro da capoeira. O filme de 8 minutos apresentou uma roda em Salvador com os Mestres Bimba e Waldemar, ao lado de Traíra, Zacarias, Curió (o mais velho), Crispim, Caiçara e Rosendo. Nagé jogou em múltiplas sequências: primeiro com um parceiro não identificado, depois com o Curió mais velho, e em um terceiro breve jogo. No filme ele aparece sem camisa, usando um chapéu.
Em 1958, Nagé morreu após ser esfaqueado em Góes Calmon, Bahia. Ele estava se defendendo numa luta de capoeira contra cinco homens—o destino que Waldemar havia profetizado. O conflito originou-se de uma disputa por um pandeiro e um berimbau. Lutou capoeira até o fim, morrendo como havia vivido.
Milhares de pessoas compareceram ao seu funeral. Apesar de sua fama, a história de Nagé foi raramente contada por décadas. Como escreveu Frede Abreu: "Nagé, de propósito ou sem querer, entrou no rol dos malditos da capoeira". Sua associação com desordem de rua e violência fatal levou à sua marginalização da história oficial da capoeira, mesmo representando o que Abreu chamou de "uma história de resistência dos oprimidos".
Em 2017, quatro anos após sua própria morte, o livro de Frede Abreu "Nagé, o Homem Que Lutou Capoeira Até Morrer" foi publicado postumamente pela Editora Barabô, editado por sua filha Elza Abreu. O livro de 132 páginas, com fotografias inéditas e pesquisa histórica, finalmente deu a Nagé a atenção acadêmica que sua vida merecia.
Nagé deixou uma filha chamada Marileide.
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Treinou sob1
Nagé treinou sob a orientação de Waldemaranos 1940 – 1958
Nagé fazia parte da cena no Barracão de Waldemar em Corta Braço. Waldemar mencionou-o em 1989: "um preto por nome Nagé—que juntaram cinco homens pra matar ele"
Orientou o treino de1
Nagé orientou o treino de Gajé? – 1958
Gajé aprendeu capoeira ainda criança com Nagé em Boa Vista de São Caetano, Salvador. Nagé morreu em 1958 quando Gajé tinha aproximadamente 7 anos.
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Associado a8
Nagé teve ligação com Barbosaanos 1940 – 1958
Ambos mencionados no obituário de Gigante como contemporâneos da Salvador dos anos 1940 com quem ele conviveu
Nagé teve ligação com Barbosaanos 1940 – 1958
Ambos mencionados no obituário de Gigante como contemporâneos da Salvador dos anos 1940 com quem ele conviveu
Nagé teve ligação com Noronhaanos 1940 – 1958
Ambos mencionados no obituário de Gigante como contemporâneos da Salvador dos anos 1940 com quem ele conviveu
Nagé teve ligação com Aberrêanos 1940 – 1958
Ambos mencionados no obituário de Gigante como contemporâneos da Salvador dos anos 1940 com quem ele conviveu
Nagé teve ligação com Giganteanos 1940 – 1958
Gigante conviveu com Nagé na Salvador dos anos 1940, conforme seu obituário de 2016
Nagé teve ligação com Curió Velhonovembro de 1954 –
No filme Vadiação (1954), Nagé jogou na segunda sequência de jogo ao lado do Curió mais velho (Pedro Virício)
Nagé teve ligação com Traíranovembro de 1954 –
Ambos apareceram no documentário pioneiro "Vadiação" de Alexandre Robatto Filho em novembro de 1954, filmado no encontro de Mestre Waldemar
Nagé teve ligação com Zacarias Boa Mortenovembro de 1954 –
Ambos apareceram no documentário pioneiro "Vadiação" de Alexandre Robatto Filho em novembro de 1954; Zacarias tocou berimbau na bateria
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Atuou em: Salvador, Bahia, Brasil
1940 –
Viveu em: Nagé, Maragogipe, Bahia, Brasil
período não registrado
- 10
- declarações
- 9
- · 90%
- com fonte
- 1
- sem fonte
- 0
- contestadas
Relações por confiança
- Verificado: 4
- Provável: 6
Fontes citadas
- [1]velhosmestres.com: waldemar 1989 2 ×1citada 1 vez
- [2]Mestre Gigante obituary, Correio ×5citada 5 vezes
- [3]velhosmestres.com: waldemar 1954 ×3citada 3 vezes