Fundação. No relato do próprio Pastinha (seus manuscritos e a entrevista de 1967 à revista Realidade), o ex-aluno Aberrê o convidou em 1941 para a roda de domingo no Gengibirra, fim da Liberdade. Ali Amorzinho, guarda civil e dono daquela capoeira, apertou-lhe a mão e ofereceu-lhe a academia para dirigir; Antônio Maré insistiu para que Pastinha aceitasse. Pastinha escreve que em 23 de fevereiro de 1941, no bairro do Gengibirra, fim da Liberdade, nasceu o "Centro Esportivo de Capoeira Angola". A Tarde (24 de fevereiro de 1969) dá a mesma data. A lista de fundadores de Pastinha nomeia Amorzinho ("o dono do grupo"), Aberrê, Antônio Maré, Daniel Noronha, Onça Preta, Livino Diogo, Olampio, Zeir, Vitor H.D., Alemão (filho de Maré), Domingos Magalhães, Beraldo Izaque dos Santos, Pinião José Chibata e Ricardo B. dos Santos.
Duas versões da passagem. Os manuscritos de Pastinha dizem que Amorzinho lhe entregou a capoeira pessoalmente em 23 de fevereiro de 1941. Os manuscritos de Noronha (p. 17 da edição de 1993) dizem que os mestres entregaram o Centro a Pastinha por motivo da morte de Amorzinho, que relatos posteriores situam em 1943, e que Pastinha depois o registrou. O antigo Centro Nacional de Capoeira de Origem Angola é, por isso, datado até a morte de Amorzinho, e o CECA a partir de 1941.
Presidentes e sedes. Os manuscritos de Pastinha nomeiam três presidentes: Athaydio Caldeira (1941–1944), Aurelydio Caldeira (1944–1952) e Paulo Santos Silva (1952–1955). Pastinha registrou a academia em 1952. Segundo A Tarde (1969), o centro mudou de sede várias vezes, entre elas o Centro Operário, o Fôrno na Cidade de Palha, o Bigode e Brotas, até se fixar no Pelourinho, onde ocupou o número 19 da praça a partir de 1955. Em 1973 Pastinha foi convidado a deixar o prédio do Pelourinho.